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15.09.21

Universidade de Coimbra tem projeto de desenvolvimento de refeições pré-cozinhadas à base de algas

Coordenação está a cargo de investigadora do Centro de Ciência do Mar e do Ambiente


por Bruno Micael Fernandes

Universidade de Coimbra

Pratos doces e salgados à base de macroalgas da costa portuguesa: esta é a proposta do "MENU", um projeto de dezasseis investigadores coordenado pela investigadora do Centro e Ciência do Mar e do Ambiente da Universidade de Coimbra Ana Marta Gonçalves, que pretende levar para o mercado dentro de um ano refeições pré-cozinhadas com elevado valor nutricional e de rápida confeção. 

Aproveitando por completo as macroalgas marinhas e não apenas extratos ou compostos, o "MENU" utilizará "todas as propriedades destas verduras do mar, conhecidas, por exemplo, pelas suas propriedades antivirais, antibacterianas, antidiabéticas, antioxidantes e anticancerígenas, entre outras", explica a instituição em comunicado. Para o projeto, que tem como parceiros a Startup Lusalgae e a produtora de arroz Ernesto Morgado S.A.,  já foram desenvolvidas várias receitas como arroz de algas, frango com algas, sopas, gelatina de morango, pudim de chocolate, compotas e, até, arroz doce. "Pretendemos oferecer um cardápio diversificado que vá ao encontro dos diferentes interesses dos consumidores", refere a investigadora, acrescentando que a aposta se centrará em "utilizar a alga como um todo de modo a que os nossos produtos tenham todas as biopropriedades, garantindo assim os efeitos benéficos para o consumidor". 

Os primeiros testes, através de workshops de degustação, devolveram resultados positivos, com os participantes a gostarem "bastante" dos produtos e a demonstrar interesse "especialmente no que respeita aos benefícios para a saúde, e destacaram o sabor e textura agradáveis. Com base nos questionários aplicados após as provas, verificou-se o interesse em adquirir estes produtos quando chegarem ao mercado", sustenta Gonçalves. 

Através de um método sustentável, as macroalgas podem ser produzidas "em grande escala sem prejudicar o ambiente. Recolhemos no mar amostras das espécies de macroalgas comestíveis pré-selecionadas , que são colocadas a crescer em laboratório e transferidas, depois, para tanques de aquacultura até obter a biomassa necessária para a confeção dos alimentos", explica.

Além das receitas, as macroalgas estão a ser usadas no desenvolvimento de películas naturais para que o tempo de alimentos nas prateleiras no supermercado possa aumentar e essas películas possam "ser consumidas diretamente junto com o produto que estão a revestir". 

Além da empresa de produção de arroz, a equipa de investigadores já estabeleceu acordos com outras empresas para colocar estes produtos  no mercado. O objetivo é que isso aconteça dentro de um ano. 

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